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domingo, 18 de novembro de 2012


Homem velho e mulher nova fazem filhos...

Os estudos sobre a longevidade têm-se multiplicado constituindo uma das áreas mais promissoras da investigação. É compreensível. Desde sempre que o homem procura a fonte da longevidade ou o elixir da vida. O medo da morte empurra-o à procura da imortalidade. Não sei se valerá a pena ser imortal. Deve ser muito cansativo. Além do mais imortalidade sem juventude não deve ser muito agradável que o diga Titonus que ao apaixonar-se pela deusa Aurora fez com que esta pedisse ao todo poderoso Zeus a imortalidade para o seu mortal amado. Zeus que não gostava muito que as suas deusas se apaixonassem pelos mortais satisfez-lhe o desejo. Assim Titonus alcançou a imortalidade mas envelheceu tanto que ficou demente e não havia maneira de morrer. Também não podia! Aurora com pena transformou-o em gafanhoto, símbolo da imortalidade.
Há algum tempo que se sabe que a hereditariedade tem um forte componente genético. Além dos genes existe um outro mecanismo que tem a ver com os telómeros. São “apêndices” existentes nos cromossomas. À medida que se dividem vão ficando mais curtos. Ao sofrerem novas divisões ficam mais curtitos, a tal ponto que já não conseguem dividir-se mais e, assim, zás! Acabou! Logo é fácil de compreender que os possuidores de telómeros mais longos conseguem mais divisões e, consequentemente, os seus proprietários vivem mais. O interessante é o facto desta característica ser transmitida pelo pai, mas não pela mãe. Aqui está uma provável fonte de discriminação sexual! A confirmar-se este achado, lá temos que obter informação sobre a sobrevivência do pai, do avô, do bisavô e por aí acima, “desprezando” o lado feminino. Mas, ainda há mais. Parece que os telómeros dos espermatozóides vão aumentando à medida que os indivíduos envelhecem, transmitindo esta característica aos descendentes. Sendo assim, o provérbio, “homem velho e mulher nova fazem filhos até à cova” deve ser complementado por um outro: homem velho e mulher nova fazem filhos que nunca mais chegam à cova…     




Mulher nova com Homem mais velho dá certo?

Hoje em dia ainda há muito preconceito em um relacionamento de casal cuja diferença de idade é grande. Todos sabemos, no entanto, que não são os anos que definem a experiência de um indivíduo, e sim o modo como ele viveu e vive cada momento.

mulher-nova-e-homem-velho

No entanto, há ainda quem estranhe ver um casal onde existe uma relativa diferença de idade entre ambos. Uma certa desconfiança. Como se fosse necessário se provar capaz para sair de mãos dadas com alguém mais velho, ou mais jovem.

Se você é mulher, quantas vezes já não ouviu sua mãe lhe falar: "Minha filha, ele é mais velho e mais experiente que você. Nessa relação, você sempre vai ficar em desvantagem". E é evidente que para uma garota jovem que namora um cara mais velho, não é fácil aceitar esses conselhos.

O que ocorre é que as pessoas – de fora do relacionamento – tem a mania de pré-julgar a relação de outra pessoa baseando-se apenas na diferença da idade – e acham mesmo que sabem o que estão dizendo. Mas a idade, entretanto, pode ser só um mero detalhe.

O importante em cada relacionamento é a sinceridade do casal. No começo de um namoro, deve-se conversar abertamente sobre essa diferença de idade e se isso não seria um problema. Porque a idade só é um problema quando a pessoa não sabe lidar com ela. O que importa é encontrar os pontos em comum, é saber entender o jeito do outro e achar o ponto de equilíbrio.

E pode até haver uma desconfiança, principalmente no início do namoro, mas com o tempo as pessoas acabam se acostumando. Um homem mais velho passa segurança e estabilidade emocional à uma mulher jovem e uma pessoa mais jovem passa o vigor da juventude a um homem de mais idade.

O único fato que poderia gerar um problema nesse relacionamento é o sobrecarregamento emocional. Por exemplo: o fato do mais jovem ainda não ter alcançado uma estabilidade na vida e sobrecarregar o outro com uma responsabilidade que não deveria ser dele. Por outro lado, é sempre bom estar com alguém que está na fase de buscar as coisas, pois acaba tirando você do conformismo.

E a verdade é que, em qualquer que seja o relacionamento, independente da idade, as coisas podem sim dar certo se o casal souber ouvir e entender um ao outro, respeitar as diferenças, exercitar a tolerância e aproveitar o que cada um tem de melhor a dar.